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Fada Sanguinária - Jovem Atena
13 de setembro de 1989
Interior Paulista - Vale do Paraíba
 

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Criado em 17 de abril de 2005.
A idéia original era só postar poemas e contos, mas acabou se tornando também um lugar de desabafo! Cara, isso é útil para acalmar a alma!!
Já deve ter tido uns 8 layouts, eu enjôo rápido demais deles.
O atual é claro, diferente dos outros, está aqui desde: 1/1/2006 e não sei até quando ficará! Veremos se agüento um layout clarinho!!
Já pensei em abandonar isso aqui, já desisti e voltei correndo!
Já perdi a senha, e por isso fiquei alguns meses sem postar. E por intervenção divina, lembrei da mesma, e voltei novamente!

Versão 1.0 - 2006
 (1/1/2006)
Arrumando:
Sempre em desenvolvimento!
Essa vou tentar terminar antes de ir para próxima versão, prometo!
 

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- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 01h51
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ESFINGE

 

Esse mistério indescritível,

Essa ignorância impossível,

Sentimento indecifrável,

Torna-se dor inconsolável!

Inconsistente! Inteligente?

 

A dor torna-se raiva!

Raiva de mim, raiva de tudo!

Não sou o que quero!

Não quero o que sou!

Não sei quem eu sou!

 

Quero chorar lágrimas contidas,

Quero contar palavras sofridas,

Quero mesmo é parar de sentir!

Quero conviver com tudo isso!

 

Sou uma esfinge com mais segredos

Do que imaginam esses tolos,

Todos eles, e mesmo eu!

 

Eu não sei o que se passa

Por dentro dessa máscara

Já tentei de tantas formas

Descobrir esses segredos,

Só encontro mais dores!

Mais mistérios!

Mais dor!

Mais raiva!

 

“A dor é inevitável, o sofrimento opcional”

Não, não é assim! Não pode ser!

Se eu não enfrentar, se eu me resignar

E não sofrer, será mais fácil

Mas então outro dia, outra noite

Quando eu abaixar a guarda

Ela volta! Retorna mais forte!

E eu mais fraca!

 

Quero berrar todos os palavrões que conheço!

Quero brigar com todo e qualquer um!

Mas só consigo me esconder atrás de alguém,

Que adoraria saber se sou eu!

Droga, o que eu quero?



- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 01h41
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Ele tinha ido, ela sabia, mas não conseguia dizer em voz alta, aquelas palavras trariam a consumação. Dize-las faria com que ele morresse novamente, que morresse para sempre, cala-las faria com que a esperança existisse, um pequeno fio, fino e frágil, mas que existiria. Esse fio era a única coisa que segurava o coração da mulher, a esperança era a única coisa que a mantinha viva, se rompesse ela morreria, ela sabia disso, ela queria isso, mas a coragem ainda não tinha chegado.

            O telefone tocou, ela estava tão alegre e radiante, há poucos minutos ele tinha ligado, iriam sair para comemorar, só dois anos de namoro, e ela não conseguia se imaginar sem ele ao seu lado, não que algum dia tenha tentado, para quê? Eles se amavam e continuariam juntos até o fim, fim que os dois esqueceram que um dia chegaria, mas que chegou, cedo demais para eles. Ela atendeu ao telefone achando que era ele novamente, era comum que  ele ligasse vezes seguidas, mas se enganou. Do outro lado, a voz seca de um policial, já tão acostumado a dar essa notícia que esquecia que as pessoas não estavam acostumadas a receber, sim, ele morreu. A alegria transformou-se numa dor sólida, o coração esfriou rapidamente, as lágrimas jorraram sem que ela percebesse, queria gritar, mas a voz não saiu, caiu no chão  abraçando a si mesma, tentando aquecer-se. Um desespero atingiu sua alma, a dor tomou conta de seu ser, como viveria sem ele?

            Já havia passado dois dias, deitada em seu quarto, muda, apática, sem comer, sem dormir, ela tentava superar, não, ela esperava a morte chegar. Filmes e filmes passavam em sua cabeça, todos os momentos que passou com ele, bons e ruins. As lágrimas já tinham secado, mas a dor não tinha diminuído, o frio não tinha passado, e o ar que entrava quente em seu corpo, saia como uma fumaça gélida. Ela queria usar a faca, mas não tinha forças. Então só esperava, que a morte viesse por si só. Pessoas vinham ve-la, falavam com ela, a chamavam, ela não ouvia, ela não via, estava tão distante. Na manhã do terceiro dia, alguém falou com ela, não sabia quem era, mas ouviu a voz - ”Ju, ele morreu, é dificil, mas...” – ela não ouviu o resto, nem se preocupou em faze-lo, - “Ele morreu”, as palavras rebatiam em sua cabeça, então, ela disse, - “Sim, ele morreu”. Um estampido leve, e ela sentiu algo se partir em seu peito, fechou os olhos, quando os abriu novamente estava num lugar escuro, não havia mais vozes, não havia pessoas, ela se virou, mas só havia escuridão, até que seus olhos viram uma luz, ela foi em direção aquela luz branca, estava perto quando alguém entrou na frente da luz, ela não podia ver seu rosto, mas sabia quem era. O jeito de andar, os ombros largos, o cabelo caindo no rosto, ele chegou perto, sorria, seus olhos estavam calmos. Ela sorriu junto com ele e ouviu dizer – “Eu sabia que você viria. Senti tanto sua falta” – a alma dela se aqueceu novamente, ela o abraçou forte, tão forte que suas almas se fundiram.

 



- Por Donzela Sombria às 23h16
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