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Fada Sanguinária - Jovem Atena
13 de setembro de 1989
Interior Paulista - Vale do Paraíba
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Criado em 17 de abril de 2005.
A idéia original era só postar poemas e contos, mas acabou se tornando também um
lugar de desabafo! Cara, isso é útil para acalmar a alma!!
Já deve ter tido uns 8 layouts, eu enjôo rápido demais deles.
O atual é claro, diferente dos outros, está aqui
desde: 1/1/2006 e não sei até quando ficará! Veremos se agüento um layout clarinho!!
Já pensei em abandonar isso aqui, já desisti e voltei correndo!
Já perdi a senha, e por isso fiquei alguns meses sem postar. E por intervenção
divina, lembrei da mesma, e voltei novamente!
Versão 1.0 - 2006
(1/1/2006)
Arrumando:
Sempre em desenvolvimento!
Essa vou tentar terminar antes de ir para próxima versão, prometo!
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Participante nº 69
Participante nº 35

Sangue corre, sangue escorre.
Vida passa, vida acaba.
Morte espera, morte chega.
Tudo começa, e tudo termina.
Nascemos, morremos,
E no intervalo, crescemos.
E aprendemos a esperar a morte,
Com medo, ou não.
Alguns procuram a cura
Mas a morte não é doença.
Alguns procuram a eternidade,
Mas nada é eterno.
Nem mesmo o sol.
Nem mesmo a lua.
Tudo tem seu fim,
E nós, pobres mortais,
Queremos fugir do nosso.
Cômico, não acha?
Pare de tentar.
Que graça tem?
Faça o melhor possível,
Viva bem, encontre felicidade,
Ou pelo menos paz.
Faça sua parte,
Pelas pessoas,
Pelo mundo,
Por você.
Morra, e deixe morrer.
Eu vi sangue regando minha terra, mas não me importei como das outras vezes, de milhares de litros de sangue, apenas o de um homem me importava, o dele. Eu podia vê-lo com clareza, entre milhares as armaduras reluzentes, apenas a dele me chamava, era negra como a noite, e seu elmo, também negro, escondia sua face. Eu queria correr e abraçá-lo, mas meu cavalo não me obedecia, eu tentei desmontar, as mãos invisíveis do guerreiro me impediram.
Havia um fio de felicidade ao encontrá-lo, finalmente. Há tanto tempo esperava aquele cavaleiro negro, há tanto tempo buscava o brilho de sua espada assassina. E mesmo tão perto de mim, milhares de soldados nos separavam, soldados que nada seriam, se ao meu lado não estivesse aquele que me aprisionará, e o cavalo que não me obedecia. Maldito cavalo negro!
Eu o olhava, minha alma pedia a dele, meu coração queria o calor do dele. Ele me viu, e me olhava fixamente, e como eu gostaria que não o fizesse! Tentei lhe alertar, meu grito não saia, tentei lhe sinalizar, meu corpo não me obedecia, só meus olhos ainda eram meus, só meus olhos tentaram lhe mostrar a espada erguida de um soldado ao seu lado. Espada que lhe deu um golpe certeiro, espada que fez seu sangue manchar a minha terra e matar a minha alma. Ele ainda estava me olhando, mesmo com o sangue escorrendo, só deixou de me olhar um momento, levantando a própria espada e matando seu agressor, eu tentei novamente com toda força em mim inserida, desmontar, seguir em sua direção, acompanha-lo ao mundo dos mortos, mas meus músculos continuavam a desobedecer-me, outra vez, somente meus olhos ainda me obedeciam, e choraram lágrimas de sangue, pedi a deusa que o fizesse continuar vivo. Ela não me ouviu, ele caiu, e mesmo tão longe, meu coração sentia, ele tinha morrido.
Eu não entendia como a luta continuava se o soldado mais importante, se o único guerreiro que importava, estava lá, estendido no chão molhado, inerte. Eu vi sua alma desprender se do corpo e seguir para o mundo inferior, como quis segui-la!
A tarde caia quando a batalha acabou, o guerreiro prata que aprisionava meus movimentos e meu cavalo me fez segui-lo, eu pude ver seu rosto, e ele sorria, eu sabia porque, eu vi seus pensamentos, ele sabia da minha dor, foi ele quem mandou que o matassem, a fúria misturou-se a dor, e pedi a vingança. Cavalgamos pela margem do rio negro, que exibia manchas de sangue, sangue que não me fez chorar, já não me importava com a terra, a morte dos meus guerreiros não me entristeceram, não sabia nem mesmo se havíamos ganho ou não, o sabor da vitória de nada resolveria, não iria festejar, não mais agradeceria aos deuses . A única coisa que ainda me mantinha viva era o corpo de um guerreiro morto, não podia morrer sabendo que ele ainda estava lá, estendido ao léu, no meio de tantos soldados sem a mínima importância.
Quando consegui meus movimentos de volta, quando era de novo dona de mim mesma, já havia passado muito tempo, o silêncio reinava pelos corredores escuros e frios do castelo. Não pensei só agi...fui ao quarto de meu opressor, naquele lugar, minha casa, onde meu altar se erguia ele não tinha poderes, então, tentei pegar sua espada, era pesada demais, procurei por algo menor...encontrei, com uma faca média cortei a jugular do culpado pela minha dor, vi a carne se partindo, seu sangue manchava minhas mãos e meu vestido branco. Não me importei, a vingança foi cumprida, a justiça alcançada.
Voltei para o meu quarto, procurei pela minha adaga, achei sem muita dificuldade. Andei mais uma vez pelos corredores escuros, rumo ao estábulo, lá montei uma égua negra de ar selvagem. Cavalguei pela noite fria.
Alcancei em algum tempo a paisagem de morte e devastação que tinha atingido aquela terra, que não importava mais se era minha, vi os vários corpos, não me prendi em nenhum, deixei que meu coração me guiasse, e ele o fez. Me levou para o corpo daquele por quem tanto esperei, daquele que pressenti a vinda, aquele que sem nunca ver, amei e ainda amo. Sua armadura era ainda mais bela com a luz da lua, eu retirei seu elmo e pude ver seus olhos castanhos, os mesmo que sempre habitaram meus sonhos, mas já não tinham vida, fechei-os. Coloquei meus lábios nos seus e chorei, minhas lágrimas molharam os fios de seus cabelos, seu corpo frio de certa forma me aqueceu. Peguei a adaga, e entre a covardia de fugir e a coragem de morrer, a enfiei no ventre, senti o metal frio separando a pele, cortando a carne, senti o sangue escorrer, a dor física não era nada, e continua não sendo. Agora, aqui estou eu, à espera da morte, rezando encontrar ao meu amado, fiz do meu punhal uma pena e do meu sangue fiz tinta, e agora escrevo, o relato do meu último dia no mundo superior, que está acabando...já posso ver o vulto negro...eu vejo seu sorriso...

Alma Gelada
O sol quente aquece o mundo,
Mas sinto um frio inexistente,
Literalmente.
Meus braços se arrepiam,
Meus pés se congelam,
A manta não resolve!
Talvez seja meu coração,
Frio, gelado.
Mas o frio é tão real!
Eu posso senti-lo, afinal!
O que é isso?!
É minha alma?
Gelada?
Assim?
Não sei!