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Fada Sanguinária - Jovem Atena
13 de setembro de 1989
Interior Paulista - Vale do Paraíba
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Criado em 17 de abril de 2005.
A idéia original era só postar poemas e contos, mas acabou se tornando também um
lugar de desabafo! Cara, isso é útil para acalmar a alma!!
Já deve ter tido uns 8 layouts, eu enjôo rápido demais deles.
O atual é claro, diferente dos outros, está aqui
desde: 1/1/2006 e não sei até quando ficará! Veremos se agüento um layout clarinho!!
Já pensei em abandonar isso aqui, já desisti e voltei correndo!
Já perdi a senha, e por isso fiquei alguns meses sem postar. E por intervenção
divina, lembrei da mesma, e voltei novamente!
Versão 1.0 - 2006
(1/1/2006)
Arrumando:
Sempre em desenvolvimento!
Essa vou tentar terminar antes de ir para próxima versão, prometo!
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És tão insano, herói, quanto o vilão, que tu combates.
Escrever...
Às vezes sinto uma enorme vontade de escrever, de preencher com palavras o vazio da minha alma.
Quando as letras aparecem sinto um arrepio, frio; quando a folha se suja me sinto leve, isso, só as palavras conseguem.
Escrever é meu vício, e também meu principal ofício.
A dor arderia mais forte sem o lápis, a minha vida teria menos cor sem essa arte.
Não entendo por que me fascina isso, mas sinto que não tem porque entender, eu sinto que é minha maior paixão escrever com o coração.
Parece a única forma de me manifestar, de mostrar o que se passa aqui dentro do peito e da cabeça, não que alguém se importe, mas isso já não me incomoda, ou incomoda?
Com a fala não consigo organizar meus pensamentos, com a escrita mostro meus tormentos.
A fala é meu fraco, mesmo sem saber se a escrita é meu forte. Continuou a rabiscar.
Em um semblante de menina
vi sofrer toda uma nação.
Em seus ossos finos, à vista,
vi a fome de todo um mundo.
Ela chorava sem lágrimas,
Sofria sem perceber,
Tão acostumada a sofrer!
Uma dor quieta, silenciosa,
Que não pertencia só a ela.
Choro por ela ao lembrar.
As lágrimas que não escorriam lá,
Agora me molham a face,
Não é compaixão, não é pena,
Indignação é o que sinto,
Ao ver a injustiça florescer,
Sem ninguém para combater,
Cortar o mal pela raiz.
* Preciso por um final!
Sente pela primeira vez o ar,
Cheiros e texturas,
Abre o olho a criatura,
Só vê manchas escuras.
Sente um desejo incessante,
Sente fome e sente sede,
Fome de medo, sede de sangue.
Pequena criatura das trevas,
Pequenino ser que acabas de chegar,
Reconheces já o teu destino,
Ouves já o teu chamado,
Enxergo ao longe o teu futuro.
Trarás dor as humanas almas.
Degustas a felicidade do nascer,
Em breve só haverá o morrer,
Pois tu ajudarás à do negro manto,
Seu fiel escudeiro serás, criatura.
Apreciarás à salgada lágrima,
Amarás o rubro sangue.
Perverso jovem ser inocente,
Não tens culpa do que te esperas,
Mas acostuma-te a ser culpado,
Acomoda-se a esta corrente,
É duro o teu encargo,
Mas alguém tem que exercer,
Alguém tem que cobrir o mundo
Com as negras sombras,
E esse, criatura, esse és tu.