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Minhas palavras
Minhas palavras
Eu posso sentir o ar entrando no meu corpo, posso sentir o frescor dentro de mim, tento sentir a vida, então, ela se mostra para mim, sinto o sangue correr por minhas veias e artérias. E sinto o frio e o arrepio que percorrem meu corpo...sinto meu coração pesado dentro do peito, e os olhos molhados, eu sei o que sinto e por que sinto, mas não posso definir, eu só sei...ás vezes, nem isso.
Tem momentos em que os sentimentos se misturam e eu não posso compreende-los, eu não posso me compreender.
Então, rabisco palavra atrás de palavras, que formam frases, que nem sempre tem nexo, que nem sempre parecem ter ligação. Que só se ligam, só assemelham por um motivo, saíram de mim.
Queria poder inventar minhas próprias palavras, mesmo amando tanto essas com que escrevo...
Palavras que significassem mais...mas palavras são só palavras, e nem sempre atingem o total significado que eu preciso...
Minha tristeza é muito mais forte do que essa palavra, quando ela vem a vida perde o sentido, comer e viver não são tão necessários, respirar é coisa fútil, acordar é complicado...
Minha felicidade é muito mais forte também, quando estou feliz de verdade (saudade disso) sorrisos não bastam, olhares não bastam, quero gargalhar...quero ver todos sorrindo também...
Minha saudade é muito mais que do que saudade, é querer voltar no passado para ter de novo, é querer entrar nos sonhos para abraçar, é sentir tanto a falta de algo ou alguém que o peito se aperta, que o corpo se fecha e os músculos se contraem, e o desejo de rever é tão forte que posso senti-lo sólido dentro do estômago (não sei por que é no estômago, só sei que não é no coração é alguns centímetro para baixo, acho que é o estômago, sei lá).
Meu amor é muito mais do que 4 letras, é querer estar sempre por perto, é não conseguir pensar em mais nada, é acordar pensando e dormir lembrando, é querer encher de carinhos, é querer compartilhar cada momento, cada coisa boba, é sentir o sentir sólido dentro do peito, mas o coração é pequeno demais para tudo isso, e o corpo é pequeno demais para tanto sentimento, é sentir-se fora do corpo, é sentir saudade antes mesmo de dizer “até logo”, é querer abraçar e nunca mais soltar...é mais do que eu consigo explicar com qualquer palavra...
- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 23h59
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E quando mais nada fizer sentido, e quando tudo que resta são lágrimas (“não sinais de tristeza, mas alívio da alma”)...apele e use as palavras dos grandes poetas para se tentar se expressar...
Renato Russo:
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Só Por Hoje
Só por hoje eu não quero mais chorar Só por hoje eu espero conseguir Aceitar o que passou o que virá Só por hoje vou me lembrar que sou feliz Hoje já sei tudo que sou que preciso ser Não preciso me desculpar e nem te convencer O mundo é radical Não sei onde estou indo Só sei que não estou perdido Aprendi a viver um dia de cada vez Só por hoje eu não vou me machucar Só por hoje eu não quero me esquecer Que há algumas pouco vinte quatro horas Quase joguei a minha vida inteira fora Não não não não Viver é uma dádiva fatal No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas Vamos com calma! Só por hoje eu não quero mais chorar Só por hoje eu não vou me destruir Posso até ficar triste se eu quiser É só por hoje, ao menos isso eu aprendi. |
“Me fiz em mil pedaços para você juntar, e queria sempre encontrar explicação pro que eu sentia”
“Vivemos entre mosntros da nossa própria criação, serão noites inteiras, talvez por medo da escuridã, ficaremos acordados procurando alguma solução para que nosso EGOÍSMO não destrua nossos corações! Brigar para que, se é sem querer, quem é que vai nos proteger?”
“Meu coração é tão tosco e tão pobre, não conhece ainda os caminhos do mundo”
“E Clarisse está trancada no banheiro e faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete, deitada no canto, seu tornozelos sangram, e a dor é menor do que parece, porque quando ela se corta ela se esquece que é impossível ter da vida calma e força”
“Eu sou um pássaro, me trancam na gaiola e esperam que eu cante como antes”
“A riqueza que nós temos, ninguém consegue entender, e de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não conseguir dormir”
“Mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém só penso em você (...) mesmo com tanto motivos de deixar tudo como está, nem desistir, nem tentar”
“Palavras são erros e os erros são...meus”
“Acho que você não percebeu que o meu sorriso era sincero, são tão cínico as vezes, mas só estou tentando me defender”
“Um dia pretendo tentar descobrir por que é mais forte quem sabe mentir”
“Quem me derá ao menos uma vez explicar o que ninguém consegue entender”
“Não vá embora, fique um pouco mais, ninguém sabe fazer o que você mais faz”
- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 06h01
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“Então para o inferno ele foi pela primeira vez...”

Preciso dormir, estou com sono, mas não quero ir...parece medo, de voltar a sonhar, ou de ter pesadelos, medo da escuridão...medo do silêncio da minha alma.
Medo de que o amanhe chegue, e que eu tenha que fingir que ainda vivo, de fingir risadas...de esconder a tristeza, de engolir as lágrimas...de ter que resolver.
A escuridão ainda está lá fora, mas daqui a pouco as luzes vão corta-lá, e eu tenho medo da luz também...eu tenho medo de mim.
Há alguns dias eu pude sentir ela perto de mim, e pode voltar a qualquer momento, e ela pode não querer ir embora mais...
Eu não quero parar de escrever...assim me mantenho acordada...estou confusa, escrevo pensando em futuro, presente e passado...misturo tudo...minha mente parece um liquidificador de lembranças, e eu tenho vontade de vomitar essas lembranças, todas, boas e ruins...mas só consigo vomitar essas palavras...
Os arrepios voltam...eles trazem um certo sopro de alívio, ainda me arrepiar escrevendo...
- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 05h39
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Por que eu tenho que fingir para mim mesma que já não me importo com nada, quando tudo que eu quero é lembrar de tudo que “não me importa”?
Por que essa vontade de jogar tudo pro alto e fugir, me esconder onde ninguém possa me achar? Mesmo sabendo que tem certas coisas que não sou capaz de deixar para trás, e que nunca me perdoaria se estragasse tudo como faço na maioria da vezes...
E por que tenho que ser sempre a culpada de tudo!? Por que sou sempre eu que erro?!
Por quê? Por quê? Por que eu nasci?!
E por que tô me deixando abater assim?! E por quê?!
Por que as pessoas não me entendem? Por que não sei me explicar?
Por que eu tento fingir que não estou triste, mesmo me corroendo por dentro!? E por que ninguém percebe como estou?
E por que eu fico bem por algumas horas para depois sentir tudo de novo?
Como eu posso saber a puta sorte de ter a vida que eu tenho e mesmo assim ser assim! Por que eu sou assim?
É, minha vida é ótima, eu é que podia ser melhor, devia ser melhor! Tenho que ser melhor...
Por que ninguém me aceita como eu sou? Por que eu não me aceito assim?
Por que eu não consigo escrever mais nada além dessas minhas crises existências que devem ser comuns na adolêscencia...
Por que a gente tem que crescer?
Por que essa minha mania de saber o porquê de tudo, mesmo quando sei que sou um ser insignificante demais para saber certas coisas!
POR QUE NINGUÉM ME ENTENDE, NEM MESMO EU?
POR QUE EU TENHO QUE SER ASSIM?
POR QUE AS COISAS NÃO PODEM SER COMO EU QUERO?
E olha que eu nem quero muita coisa não...mas o que importa o que eu quero?
Maldito sinal que me persegue
????????????????????????????????????????
E por que quando tudo parecia que ia melhorar, eu ferro tudo de vez? Eu?
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
E por que essa súbita vontade de escrever?
- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 05h16
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“Então, tudo estava bem, risadas e sorrisos, olhares e abraços, beijos e carinhos...e eu mergulhei, pude sentir a água no meu rosto, a calma veio...e eu voltei para superfície, os olhos se cruzaram, busquei seus braços, senti seu abraço, vi seu sorriso – como era antes. Pude ouvir música....então, você se afastou e eu abri meus olhos, a escuridão, e em menos de meio segundo, percebi: era só mais um sonho...e eu acordei para o pesadelo.”
Por que eu nunca sei o que fazer? Por que eu nunca sei o que falar?
- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 05h09
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Então, a garotinha sabe realmente o que. A resposta não
mudou muito das anteriores, a meta é a mesma.E a garotinha começa a admitir o
que não queria: já não é assim tão garotinha.
Agora até se sente humana, até sente! Tudo bem, que às vezes, não possa dizer ao
certo o que sente, ora, por que mente?! Sim, ela sabe o que sente, mesmo que nem
sempre isso seja consciente e que na maioria das vezes ela não sabe como dizer
isso. E mesmo finja para si mesma que não, quer que saibam como se sente, quer
que saibam sem que ela tenha que dizer, quer que saibam como tem chorado, quer
que saibam como tem precisado da faca para aliviar o ódio, a tristeza e a
mágoa...
E as suas metades continuam a se defrontar: Conte! Não conte! Proteja-se!
Mostre-se! Fale! Cale! Chore! Ria!
Continua confusa, ou nem tanto...tem certo momento que tudo parece claro, em
outros tudo se mistura.
Já não há piscina funda que resolva, nem carro veloz que ajude...e ela procura
uma solução, mas quanto mais pensa, mais quer esquecer...e fugir.
Os dias parecem tão iguais e tão seguidos, sem descanso, o sono já não resolve,
fins de semana já não relaxam. E o que fazer? Procura a resposta...acredita que
há uma solução, mas não é viável...
Precisa organizar melhor seu tempo...
Mais confusão...
Quer entregar as cartas escritas...quer falar tudo que tem para ser dito...
Procura um lugar para correr, estão todos contra ela, não há aliados nessa
batalha, e as gargalhadas durante o dia não resolvem....não tem armas, usa as
erradas, não tem defesas...procura abrigo, quer colo, ninguém disposto...quer um
abraço e ouvir que tudo ficará bem....não quer ajuda de ninguém....que correr
para um canto escuro e chorar até que não haja mais lágrimas...quer dormir, mas
não acordar...
Quer parar de chorar! Quer se fazer entender sem ter que se explicar...
Quer ser feliz....
Eu só queria mesmo era parar de chorar...
- Por -=Ðöñzë£ä §ö(/)ß®¡ä=- às 02h07
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